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Torneio de Futsal – Colónia de Férias

A Colónia de Férias para crianças de condição socioeconómica desfavorecida é organizada pelo JOSV- Jovens Scalabrinianos para o Serviço Voluntário, da Paróquia de Amora e conta com a ajuda e participação de todos os grupos de jovens da Paróquia e também de paróquias vizinhas, nomeadamente Corroios, Barreiro, Baixa da Banheira, Pinhal de Frades, Fernão Ferro, entre outras.

Esta colónia é dirigida a cerca de 80 crianças de famílias carenciadas com idades compreendidas entre os 5 e os 13 anos, provenientes das freguesias de Amora e Seixal e da Casa das Irmãs Missionárias da Caridade (Madre Teresa de Calcutá), em Setúbal.

Durante uma semana, as crianças são acompanhadas por cerca de 20 monitores, que contam com cerca de 10 pessoas encarregues pela alimentação e limpeza permanente do espaço, em regime de voluntariado e gratuidade. 

Para que seja possível proporcionar uma semana inesquecível a todas as crianças, a equipa coordenadora da Colónia de Férias 2014 vai realizar um Torneio de Futsal para angariação de fundos.

Alinhas?! ;)

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Caminhos de Santidade

A Pastoral da Juventude de Setúbal realizou, no passado fim-de-semana, 24 e 25 de maio, a Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel. Uma atividade já com alguns anos de tradição na diocese e que este ano foi subordinada ao tema «Caminhos de Santidade», ainda no rescaldo da canonização de São João Paulo II, o Papa dos jovens.

De Azeitão ao santuário mariano do Cabo Espichel, pelos trilhos da Serra da Arrábida, em dois dias. Um caminho físico e espiritual: «Caminhos de Santidade». Foi esta a proposta que a Pastoral da Juventude de Setúbal apresentou e que proporcionou um momento de comunhão entre os jovens das várias paróquias da diocese. «Foi o Senhor quem nos congregou e enviou. Foi por Ele, com Ele e para Ele que caminhámos», disse-nos o diretor do secretariado, Padre João Nabais Dias.

Esclareceu ainda o sacerdote, que a peregrinação tinha como objetivo «despertar os peregrinos para esta vocação radical e universal do cristão, dando a conhecer a vida de alguns santos, de um modo mais acentuado do recém-canonizado São João Paulo II, assim como de testemunhos de pessoas que procuram percorrer, nas suas vidas, a radicalidade dos caminhos de santidade». Por este mesmo motivo, o caminho da peregrinação foi feito com a cruz que João Paulo II ofereceu aos Jovens Europeus nas primeiras Jornadas Mundiais da Juventude fora de Roma, em 1987, na Argentina. Esta cruz encontra-se em Portugal e estará em peregrinação pelo país até às Jornadas Mundiais da Juventude de 2016, na Polónia.

Com cerca de trinta participantes, e apesar de ser um número menor em relação a anos anteriores, o Padre João Dias sublinhou o facto de a maioria dos jovens ser estreante nesta atividade. «Foi interessante o desafio em caminhar com estes jovens que ao longo da peregrinação foram manifestando o desejo de encontrar formas e modelos para fazerem o seu próprio caminho ao encontro de Cristo», afirmou o diretor.

Ser santo: «Aceitei o desafio»

Andraws Santos, jovem de 19 anos de idade, da Paróquia de Fernão Ferro, contou ao Notícias de Setúbal como viveu esta peregrinação. «Neste caminho foram apresentadas várias propostas de encontro com Deus e fomos desafiados a entregarmo-nos a Ele. Pessoalmente, fez-me muito bem. Senti uma grande paz interior ao caminhar pelos montes, apreciando a paisagem e, ao mesmo tempo, estar em diálogo com Deus».

E acrescentou: «Esta peregrinação fez-me refletir sobre um tema que achava ser para os outros: a santidade. A santidade para mim era uma meta quase impossível. Estava enganado. Deus deu-me umas valentes tareias psicológicas que me fizeram abrir os olhos. Se os outros conseguiram ser santos, porque não hei-de eu conseguir? Aceitei o desafio d’Ele e comecei o caminho de santidade nesta peregrinação».

Ana Silva, de 21 anos, e Tiago Oliveira, de 23 anos, da comunidade de Penalva, Paróquia de Palhais, são um casal de namorados que também viveu esta peregrinação ao Cabo Espichel. Confessaram-nos que, para eles, foram dois dias marcantes: «Como casal foi emocionante viver esta peregrinação que tanto nos apelou para sermos santos e que nos deu testemunhos de como é possível fazê-lo, mesmo sendo jovens normais, com o dia-a-dia sempre preenchido, e com ‘tão pouco tempo’ para nos dedicarmos ao que realmente importa: Jesus. No fim desta caminhada, chegamos com a certeza que o nosso objetivo é sermos. Santos, santos para com os outros e santos no namoro».

No final da peregrinação, o diretor do secretariado diocesano da Pastoral da Juventude, Padre João Dias, manifestou a gratidão do secretariado aos diversos agentes pastorais que tornaram possível a peregrinação: «Louvamos o Senhor pelos catequistas, padres, responsáveis de grupos de jovens e chefes de escuteiros que fizeram o esforço de incentivar os jovens a participar. Foi gratificante sentir a comunhão e a partilha das várias pessoas, instituições paroquiais e do santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, que em muito contribuíram para proporcionar uma verdadeira peregrinação física e espiritual aos jovens».

In Notícias de Setúbal, 30 de Maio de 2014.

A canonização vivida em São Pedro

Chegar a Roma por estes dias, em vésperas da canonização de dois Papas que marcaram indelevelmente a história da Igreja, é absolutamente esmagador. Milhares e milhares de peregrinos, de todas as partes do mundo, chegam para testemunhar, in loco, um acontecimento histórico. Muito por causa de João Paulo II, os polacos são a maioria. O Notícias de Setúbal viveu este momento, ao lado dos fiéis.

Em Roma, todos querem chegar cedo à Praça de São Pedro para garantir o melhor e mais próximo lugar junto do altar onde tudo irá acontecer: o dia em que dois Papas, Francisco e Bento XVI, canonizam dois Papas, João XXIII e João Paulo II. E assim é. Logo desde o meio dia de Sábado, 26 de Abril, ouvem-se testemunhos de peregrinos, alguns portugueses, que por ali foram ficando. A grande massa começa a chegar à Praça ao final do dia de Sábado e vêm dispostos a pernoitar.

Anoitece. Com a Praça de São Pedro já fechada, a Via della Conciliazione, avenida principal que liga Roma ao Vaticano, vai-se enchendo de fiéis. São muitos. Imensos. Milhares, a perder de vista. Uns rezam, outros cantam, outros descansam. Cria-se um ambiente de comunhão inexplicável com todos os que por ali estão e espera-se. Já perto da meia-noite, chegam notícias de que há peregrinos muito para lá da Via della Conciliazione. Abrem-se os portões intermédios para que possam ir avançando.

A partir desta altura, há momentos de tensão inevitáveis. O grande aglomerado de pessoas num espaço apertado assim o proporciona. A informação que chega por parte dos voluntários é de que as portas de São Pedro só abrem às cinco horas da manhã. E passam-se mais de cinco horas duras, difíceis, em pé, sem dormir. Jovens, idosos, crianças, famílias. Todos esperam.

Entretanto, o dia amanhece cinzento em São Pedro. Abrem-se os portões. Os peregrinos começam a entrar a conta-gotas e, à medida que se vai avançando, o coração bate mais depressa apesar das dores e cansaço provocadas pelas duras horas anteriores. Entramos, enfim. Procura-se um lugar o mais próximo possível da esplanada da Praça, onde a vista possa alcançar os Papas. Paramos. Sentamos. Esperamos. Espreitam lágrimas no canto do olho e o coração rebenta de gratidão por aquele momento.

Dois novos santos

A Praça de São Pedro vai enchendo. Mais tarde, sabemos que muitos dos peregrinos oriundos de Setúbal acabou por não conseguir entrar. São quase oito e trinta da manhã e começam a chegar os Cardeais, Bispos e Padres que vão concelebrar, bem como os vários Chefes de Estado e outras enti- dades civis e religiosas.

Eis que já mais perto do início da Eucaristia entra o Papa Emérito, Bento XVI. Uma imensa salva de palmas varre a Praça de São Pedro. É o Papa da humildade e da grandeza de coração. O Povo reconhece-o. Tão discretamente quanto possível, toma o seu lugar junto dos Cardeais e Bispos à esquerda da esplanada.

Às dez da manhã de Roma, menos uma hora em Portugal, entra todo o cortejo litúrgico e o Papa Francisco, que cumprimenta, ternamente, Bento XVI. O abraço entre os dois é belíssimo de testemunhar. Nova salva de palmas ecoa em São Pedro. Começa a cerimónia e a chuva começa a cair. O rito da canonização ocorre logo no início da Eucaristia. O prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato pede ao Papa Francisco que os beatos João XXIII e João Paulo II sejam inscritos no álbum dos santos. Francisco responde positivamente.

A Igreja tem agora dois novos santos, dois intercessores, dois modelos de vida que podem ser venerados pelos fiéis. Uma nova e gigantesca salva de palmas ultrapassa as portas de São Pedro, estende-se por toda a Via della Conciliazione e além dela. Há milhares e milhares de peregrinos espalhados por toda a cidade de Roma que não conseguiram chegar à Praça e que se detiveram diante dos inúmeros écrans gigantes. A Igreja terrena e, certamente, a Igreja celeste, estão em festa. Abrem-se raios de sol e a chuva para de cair.

Docilidade e Família no centro

As relíquias dos novos santos são levadas ao altar e incensadas. De João Paulo II, um pequeno frasco de sangue levado pela costa-riquenha Floribeth Mora Díaz, curada pela intercessão do Papa polaco após a sua beatificação. De João XXIII um pedaço de pele retirado aquando da sua exumação em 2000, levado por alguns dos seus familiares.

Na homília, o Papa Francisco realça a importância dos dois novos santos e de como fizeram avançar e crescer a Igreja. João XXIII através da convocação do Concílio Vaticano II, e João Paulo II, como responsável pela sua implementação num dos pontificados mais longos da História. Recorda o primeiro como o Papa da docilidade ao Espírito Santo e o segundo, que será o patrono das próximas Jornadas Mundiais da Juventude, como o Papa da Família.

Termina a Eucaristia. O ambiente de ação de alegria e ação de graças é transbordante. Aguardamos, pacientemente, que o Papa Francisco, depois dos cumprimentos a todas as entidades oficiais representadas na cerimónia, entre no papamóvel e passe pelos peregrinos na Praça de São Pedro. Assim o faz para júbilo de todos. Não há cansaço nem dores.

Com a rádio ligada, ouvimos os jornalistas italianos dizer que Francisco não sairá da Praça porque não estariam garantidas as condições de segurança para tal. A verdade, é que o Papa quebra uma vez mais o «protocolo» e avança, pela primeira vez em carro aberto, até ao final da Via della Conciliazione para saudar os milhares de peregrinos ali presentes.

Tempo de deixar o Vaticano e regressar a casa. À medida que nos afastamos da Praça de São Pedro, nós e todos os outros peregrinos, vai crescendo o silêncio ansioso pelo descanso, mas também o silêncio de um coração jubiloso, orante e agradecido. Quatro Papas e a Igreja em festa.

In Notícias de Setúbal, 2 de Maio de 2014.

Um pensamento… em dia de São José

Hoje é dia de São José, esposo da Virgem Santa Maria. Não é O Pai de Jesus, mas é o pai de Jesus. E por isso, hoje, muito além daquilo que são as jogadas comerciais para o ‘dia do pai’, é um dia para, no meio da correria do meu tempo, me lembrar e rezar, de forma especial, pelo meu pai.

Não há um único dia em que não o tenha presente e lhe vá pedindo ajuda, mas nestes dias específicos em que se faz memória, custa-me um pouco mais. Tenho muitas saudades dele… tantas… que quando me detenho a pensar mais um bocadinho, aperta-se-me o coração e quase parece faltar-me o ar… Trago comigo a paz e a serenidade porque confio que Nosso Senhor o recebeu, mas a saudade parte-me em pedacinhos.

Sinto falta do sorriso dele…
Sinto falta da sua boa disposição…
Da paciência com que nos aturava lá em casa…
Da falta de vontade para ir às compras…
Do seu olhar consolador que tantas vezes atravessava o meu, mesmo sem dizer uma única palavra…
Da força com que lutava…
Da alegria com que vivia…
Da forma como nunca se resignou perante a doença…
Do descanso que dava à minha mãe…
Do amor com que nos mimava a todos, mesmo que timidamente…
Do chegar tarde do trabalho…
Do futebol…
Enfim… Sinto falta de tudo…
Do que era bom e menos bom…
E já lá vão quase 10 anos…

Sempre fui uma pessoa difícil nas relações com os outros e na docilidade de coração e nunca fui, com o meu pai, aquilo que devia ter sido. Vou tentando ser melhor com aqueles que me restam, apesar de nem sempre conseguir e as minhas fragilidades virem à tona.

Não sei se têm possibilidade de dar um abraço e um beijo ao vosso pai… mas, os que tiverem, façam-no. Hoje… e todos os dias!

Aos que já vivem o dom da paternidade: Que sejam como José, que no silêncio, acolhe e contempla… que na alegria, educa e protege.

Aos que são pais ‘espirituais’: Que sejam como José, que tem um amor tão grande ao Senhor e é capaz de tudo… com uma vida interior tal que se traduz em todas as suas acções.

Um abraço.