Testemunho JMJ 2016 – Ordem Terceira

62_jmj

No dia 22 de Julho de 2016, a comunidade do agrupamento 62 – Ordem Terceira – partiu para a aventura que viria a ser a nossa participação e experiência nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ). No entanto, esta aventura começou bem mais cedo. Começámos a preparar esta grande viagem a partir do mês de Outubro de 2015. Como comunidade, definimos que participar nas JMJ seria o nosso grande objetivo para o ano e como tal tínhamos de trabalhar para o alcançar. Começámos então a trabalhar nesse sentido, não só a angariar dinheiro para que todos conseguissem participar, como também, a preparar o lado espiritual de cada um e para tal participámos em todas as catequeses organizadas pela Pastoral da Juventude, assim como, tentámos que as nossas atividades de escuteiros tivessem como tema algo relacionado com as Jornadas ou com a Igreja. Tudo isto nos ajudou a estar prontos quando chegou o grande dia.
Para todos nós era a primeira vez que estávamos a vivenciar umas Jornadas Mundiais da Juventude, pelo que estávamos com as expectativas muito elevadas, e bastante entusiasmados para sentir o que toda a gente dizia ser uma das melhores semanas das nossas vidas, senão mesmo a melhor. Quando as Jornadas começaram oficialmente, ficámos todos muitíssimo pasmados. Foi magnífico e comovente ver a quantidade de pessoas de todos os cantos do mundo que estavam ali pelo mesmo motivo que nós: todos os que lá estavam tinham a mesma fé, acreditavam no mesmo que nós!
As Jornadas superaram as expectativas de todos nós, foram uma experiência extraordinariamente marcante, onde todos nós crescemos: crescemos como pessoas e, acima de tudo, crescemos na fé, fortalecemos todos a nossa fé. Conhecemos pessoas de todo o mundo, trocámos experiências com muita gente, dentro do grupo com que fomos – o grupo da Pastoral – criámos laços com muita gente, criámos amizades inesquecíveis, fizemos amizades que vão perdurar ao longo da vida, pessoas com quem queremos continuar a estar em contacto. Foi uma experiência única, que aconselhamos a todos a viver pelo menos uma vez na vida.
Foram vários os momentos marcantes. Durante as Jornadas, apercebemo-nos de como Jesus é importante para nós e para a vida de cada um. Ele manifestou-se das melhores maneiras. Num dos dias em que choveu e em que nos tínhamos que nos deslocar até ao campo Blonia para as celebrações, o sol apareceu e iluminou o céu nublado e chuvoso, na altura da Consagração. Não foi por acaso! Acreditamos que foi Ele, a dizer de uma forma especial, que estava ali. No fim de semana, na vigília com o Papa Francisco, quando no meio da alegria manifestada por cânticos e pelos sons do convívio entre todos, de repente, assim que o Santo Padre fez o sinal da cruz, toda a gente caiu num silencio profundo e impressionante. Milhões e milhões de pessoas num campo e conseguiu-se fazer um silêncio avassalador. Outro momento marcante aconteceu quando, na impossibilidade de tomar o pequeno-almoço, fomos para a missa de estômago vazio. Assim, na altura da comunhão, apesar de não termos nada no estômago, sentimo-nos tão preenchidos por Jesus, o verdadeiro alimento, que ficámos pasmados. Sentimos que Ele estava verdadeiramente dentro de cada um de nós, e foi uma das melhores sensações que alguma vez tivemos na vida. Nesse momento compreendemos a frase de S. Paulo ao Gálatas: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Mas foram também muito marcantes as homilias do Papa. Tudo o que ele pediu aos jovens foi ouvido por todos com muita atenção. Ele pediu-nos para acreditar numa humanidade nova e assim deixarmos uma marca na história, não cedendo às aparências e ao egoísmo. Pediu-nos para confiar sempre na misericórdia de Deus, que tudo perdoa e cura. Pediu-nos para ser alegres e curiosos.
As JMJ foram sem dúvida uma das nossas melhores experiências, ainda para mais conseguimos vive-la em comunidade! Para todos aqueles que, infelizmente não conseguiram estar presentes fisicamente nas Jornadas (e nós, infelizmente, tivemos várias pessoas da nossa comunidade que não puderam ir) podemos dizer, com toda a certeza, que estiveram lá presentes espiritualmente, pois foram todos no nosso coração, e estavam em cada uma das nossas orações. Mesmo não estando lá fizeram parte desta experiência tal como nós, também eles viveram as jornadas, de uma maneira diferente, mas viveram.
Por fim, queremos agradecer à equipa da Pastoral por todo o trabalho que tiveram em organizar a viagem e por nos terem proporcionado esta experiência magnífica. Sem o vosso trabalho não teríamos conseguido viver este encontro com Deus Nosso Senhor, o Ressuscitado, como vivemos! E mais uma vez aconselhamos a toda a gente que viva, pelo menos uma vez, as Jornadas Mundiais da Juventude.

A comunidade do agrupamento 62