Peregrinação ao Cabo Espichel 2007

O programa é o seguinte:

08h00 Concentração dos jovens na entrada da Quinta do Calhariz (Maçã), onde se encontra o Mosteiro das Monjas de Belém
8h30 Oração da manhã com a presença da Irmã Silvie, Superiora das Monjas de Belém
10h00 Inicio da caminhada até à Paróquia do Castelo de Sesimbra
12h00 Chegada à Paróquia do Castelo de Sesimbra
12h30 Almoço partilhado
13h30 Reinício da caminhada em direcção ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo
15h30 Chegada ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo
16h00 Eucaristia presidida pelo Sr. Dom Gilberto Canavarro dos Reis.

A salientar:

* Trazer algumas violas para a animação da caminhada e da Eucaristia
* Trazer almoço para partilhar
* Organizar os transportes para que os carros fiquem quase todos estacionados no Santuário de Nossa Senhora e não na entrada da Quinta do Calhariz.
* Tragam sapatos confortáveis para a caminhada, chapéu e impermeável (se estiver a chover).
* Tragam o terço para o rezarmos no caminho.

Programa do Dia Diocesano da Juventude

Santúario do Cabo Espichel
No próximo dia 29 de Abril celebraremos o Dia Diocesano da Juventude com a nossa peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo, no Cabo Espichel.O programa é o seguinte:

08h00 Concentração dos jovens na entrada da Quinta do Calhariz (Maçã), onde se encontra o Mosteiro das Monjas de Belém
8h30 Oração da manhã com a presença da Irmã Silvie, Superiora das Monjas de Belém
10h00 Inicio da caminhada até à Paróquia do Castelo de Sesimbra
12h00 Chegada à Paróquia do Castelo de Sesimbra
12h30 Almoço partilhado
13h30 Reinício da caminhada em direcção ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo
15h30 Chegada ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo
16h00 Eucaristia presidida pelo Sr. Dom Gilberto Canavarro dos Reis.

A salientar:

  • Trazer algumas violas para a animação da caminhada e da Eucaristia
  • Trazer almoço para partilhar
  • Organizar os transportes para que os carros fiquem quase todos estacionados no Santuário de Nossa Senhora e não na entrada da Quinta do Calhariz.
  • Tragam sapatos confortáveis para a caminhada, chapéu e impermeável (se estiver a chover).
  • Tragam o terço para o rezarmos no caminho.

Os cartazes sobre a Peregrinação irão ser distribuídos pelas Paróquias o mais rápido possível. Porém, peço-vos que passem a palavra a fim de que ninguém fique de fora deste programa do SDPJ.

NÃO FALTEM. ESTE É O VOSSO DIA.

CAMINHEM CONNOSCO PARA CRISTO POR MARIA.

Mensagem do Papa Bento XVI

Mensagem do Papa Bento XVI para as XXII Jornadas Mundiais da Juventude 

“Que vos ameis uns aos outros
assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34)

Queridos jovens!

Por ocasião da XXII Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada nas Dioceses no próximo Domingo de Ramos, gostaria de propor à vossa meditação as palavras de Jesus: “que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

É possível amar?

Cada pessoa sente o desejo de amar e ser amada. Mas como é difícil amar, quantos erros e falências devem verificar-se no amor! Há até quem chegue a duvidar que o amor seja possível. Mas se carências afectivas ou desilusões sentimentais podem levar a pensar que amar é uma utopia, um sonho irrealizável, talvez seja necessário resignar-se? Não! O amor é possível e a finalidade desta mensagem é contribuir para reavivar em cada um de vós, que sois o futuro e a esperança da humanidade, a confiança no amor verdadeiro, fiel e forte; um amor que gera paz e alegria; um amor que une as pessoas, fazendo-as sentir-se livres no respeito recíproco. Deixai então que eu percorra juntamente convosco um itinerário, em três momentos, na “descoberta” do amor.

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Deus, fonte do amor

O primeiro momento refere-se à fonte do amor verdadeiro, que é única: é Deus. São João ressalta bem este aspecto ao afirmar que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16); agora ele não quer dizer apenas que Deus nos ama, mas que o próprio ser de Deus é amor. Estamos aqui diante da revelação mais luminosa da fonte do amor que é o mistério trinitário: em Deus, uno e trino, há um intercâmbio eterno de amor entre as pessoas do Pai e do Filho, e este amor não é uma energia ou um sentimento, mas uma pessoa, é o Espírito Santo.

A Cruz de Cristo revela plenamente o amor de Deus

Como se nos manifesta o Deus-Amor? Estamos no segundo momento do nosso itinerário. Mesmo se já na criação são claros os sinais do amor divino, a revelação total do mistério íntimo de Deus verificou-se com a Encarnação, quando o próprio Deus se fez homem. Em Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, conhecemos o amor em todo o seu alcance. De facto, “a verdadeira novidade do Novo Testamento escrevi na Encíclica Deus caritas est não consiste em ideias novas, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos um realismo extraordinário” (n. 12). A manifestação do amor divino é total e perfeita na Cruz, onde, como afirma São Paulo, “é assim que Deus demonstra o seu amor para connosco: quando ainda éramos pecadores é que Cristo morreu por nós” (Rm 5, 8). Portanto, cada um de nós pode dizer sem receio de errar: “Cristo amou-me e entregou-se a Si mesmo por mim” (cf. Ef 5, 2). Redimida pelo seu sangue, vida humana alguma é inútil ou de pouco valor, porque todos somos amados pessoalmente por Ele com um amor apaixonado e fiel, um amor sem limites. A Cruz, loucura para o mundo, escândalo para muitos crentes, é ao contrário “sabedoria de Deus” para todos os que se deixam tocar profundamente no seu ser, “o que é considerado loucura de Deus é mais sábio que os homens, e o que é debilidade de Deus é mais forte que os homens” (cf. 1 Cor 1, 24-25). Aliás, o Crucificado, que depois da ressurreição traz para sempre os sinais da própria paixão, ressalta as “falsificações” e as mentiras sobre Deus, que se disfarçam com a violência, a vingança e a exclusão. Cristo é o Cordeiro de Deus, que assume os pecados do mundo e desenraiza o ódio do coração do homem. Eis a sua verdadeira “revolução”: o amor.

Amar o próximo como Cristo nos ama

Chegamos agora ao terceiro momento da nossa reflexão. Na cruz Cristo grita: “Tenho sede” (Jo 19, 28): revela assim uma sede ardente de amar e de ser amado por todos nós. Unicamente se conseguirmos compreender a profundeza e a intensidade deste mistério, nos apercebemos da necessidade e da urgência de o amar por nossa vez “como” Ele nos amou. Isto exige o compromisso de dar também, se for necessário, a própria vida pelos irmãos amparados pelo Seu amor. Já no Antigo Testamento Deus dissera: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19, 18), mas a novidade de Cristo consiste no facto de que amar como Ele nos amou significa amar todos, sem distinções, também os inimigos, “até ao fim” (cf. Jo 13, 1).

Testemunhas do amor de Cristo

Gostaria agora de me deter sobre três âmbitos da vida quotidiana onde vós, queridos jovens, sois particularmente chamados a manifestar o amor de Deus. O primeiro é a Igreja que é a nossa família espiritual, composta por todos os discípulos de Cristo. Recordando-nos das suas palavras: “Por isso é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35), alimentai, com o vosso entusiasmo e com a vossa caridade, as actividades das paróquias, das comunidades, dos movimentos eclesiais e dos grupos juvenis aos quais pertenceis. Sede solícitos em procurar o bem do próximo, fiéis aos compromissos assumidos. Não hesiteis em renunciar com alegria a alguns dos vossos divertimentos, aceitai de bom grado os sacrifícios necessários, testemunhai o vosso amor fiel a Jesus anunciando o seu Evangelho especialmente entre os vossos coetâneos.

Preparar-se para o futuro

O segundo âmbito, no qual sois chamados a expressar o amor e a crescer nele, é a vossa preparação para o futuro que vos espera. Se sois noivos, Deus tem um projecto de amor para o vosso futuro de casal e de família e por conseguinte é essencial que o descubrais com a ajuda da Igreja, livres do preconceito difundido de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, constitua obstáculos à alegria do amor e impeça em particular de viver plenamente aquela felicidade que o homem e a mulher procuram no seu amor recíproco. O amor do homem e da mulher está na origem da família humana e o casal formado por um homem e por uma mulher tem o seu fundamento no desígnio originário de Deus (cf. Gn 2, 18-25). Aprender a amar-se como casal é um caminho maravilhoso, que contudo exige um tirocínio empenhativo. O período do noivado, fundamental para construir o casal, é um tempo de expectativa e de preparação, que deve ser vivido na castidade dos gestos e das palavras. Isto permite amadurecer no amor, na solicitude e nas atenções ao outro; ajuda a exercer o domínio de si, a desenvolver o respeito do outro, características do verdadeiro amor que não procura em primeiro lugar a própria satisfação nem o seu bem-estar. Na oração comum pedi ao Senhor que guarde e incremente o vosso amor e o purifique de qualquer egoísmo. Não hesiteis em responder generosamente à chamada do Senhor, porque o matrimónio cristão é uma verdadeira e própria vocação na Igreja. De igual modo, queridos jovens e queridas jovens, estai preparados para dizer “sim”, se Deus vos chamar a segui-lo pelo caminho do sacerdócio ministerial ou da vida consagrada. O vosso exemplo servirá de encorajamento para muitos outros vossos coetâneos, que estão em busca da verdadeira felicidade.

Crescer no amor todos os dias

O terceiro âmbito do compromisso que o amor exige é o da vida quotidiana com as suas numerosas relações. Refiro-me sobretudo à família, à escola, ao trabalho e ao tempo livre. Queridos jovens, cultivai os vossos talentos não só para conquistar uma posição social, mas também para ajudar os outros “a crescer”. Desenvolvei as vossas capacidades, não só para vos tornardes mais “competitivos” e “produtivos”, mas para serdes “testemunhas da caridade”. Juntai à formação profissional o esforço de adquirir conhecimentos religiosos úteis para poder desempenhar a vossa missão de modo responsável. Sobretudo, convido-vos a aprofundar a doutrina social da Igreja, para que a vossa acção no mundo seja inspirada e iluminada pelos seus princípios. O Espírito Santo faça com que sejais inovadores na caridade, perseverantes nos compromissos que assumis, e audaciosos nas vossas iniciativas, a fim de que possais oferecer o vosso contributo para a edificação da “civilização do amor”. O horizonte do amor é verdadeiramente infinito: é o mundo inteiro!

“Ousar o amor” seguindo o exemplo dos santos

Queridos jovens, gostaria de vos convidar a “ousar o amor”, isto é, a não desejar nada para a vossa vida que seja inferior a um amor forte e belo, capaz de tornar toda a existência uma jubilosa realização da doação de vós próprios a Deus e aos irmãos, à imitação d’Aquele que mediante o amor venceu para sempre o ódio e a morte (cf. Ap 5, 13). O amor é a única força capaz de mudar o coração do homem e a humanidade inteira, tornando proveitosas as relações entre homens e mulheres, entre ricos e pobres, entre culturas e civilizações. Disto dá testemunho a vida dos Santos que, verdadeiros amigos de Deus, são o canal e o reflexo deste amor originário. Comprometei-vos a conhecê-los melhor, entregai-vos à sua intercessão, procurai viver como eles. Limito-me a citar Madre Teresa que, para se apressar a responder ao grito de Cristo “Tenho sede”, grito que a comoveu profundamente, começou a recolher os moribundos nas estradas de Calcutá, na Índia. A partir de então, o único desejo da sua vida tornou-se o de extinguir a sede de amor de Jesus não com palavras, mas com gestos concretos, reconhecendo o seu rosto desfigurado, sequioso de amor, no rosto dos mais pobres. A Beata Teresa pôs em prática o ensinamento do Senhor: “Sempre que fizerdes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes” (cf. Mt 25, 40). E a mensagem desta humilde testemunha do amor divino difundiu-se em todo o mundo.

O segredo do amor

Queridos amigos, a cada um de nós é concedido alcançar este grau de amor, mas unicamente se recorrermos ao indispensável apoio da Graça divina. Só a ajuda do Senhor nos permite, de facto, evitar a resignação diante da grandiosidade da tarefa a ser desenvolvida e infunde-nos a coragem de realizar quanto é humanamente impensável. Sobretudo a Eucaristia é a grande escola do amor. Quando se participa regularmente e com devoção na Santa Missa, quando se transcorrem na companhia de Jesus Eucarístico pausas prolongadas de adoração é mais fácil compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do seu amor que ultrapassa todo o conhecimento (cf. Ef 3, 17-18). Partilhando o Pão eucarístico com os irmãos da comunidade eclesial sentimo-nos depois estimulados a traduzir “depressa”, como fez a Virgem com Isabel, o amor de Cristo em generoso serviço aos irmãos.

Rumo ao encontro de Sidney

A este propósito é iluminadora a exortação do apóstolo João: “Meus filhinhos, não amemos nem com palavras nem com a boca, mas com as obras e com a verdade. Por isto conheceremos que somos da verdade” (1 Jo 3, 18-19). Queridos jovens, é com este espírito que vos convido a viver a próxima Jornada Mundial da Juventude juntamente com os vossos Bispos nas vossas respectivas Dioceses. Ela representará uma etapa importante rumo ao encontro de Sidney, cujo tema será: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas” (Act 1, 8). Maria, Mãe de Cristo e da Igreja, ajudar-vos-á a fazer ressoar em toda a parte o grito que mudou o mundo: “Deus é amor!”. Acompanho-vos com a oração e abençoo-vos de coração.

Vaticano, 27 de Janeiro de 2007.

BENEDICTUS PP. XVI

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram»

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2007 apresenta «caminho de conversão autêntica ao amor de Cristo»

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37)

Papa Bento XVIQueridos irmãos e irmãs!

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37). Este é o tema bíblico que guia este ano a nossa reflexão quaresmal. A Quaresma é tempo propício para aprender a deter-se com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d’Aquele que, na Cruz, cumpre pela humanidade inteira o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Portanto, dirijamos o nosso olhar com participação mais viva, neste tempo de penitência e de oração, para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus. Detive-me sobre o tema do amor na Encíclica Deus caritas est, pondo em realce as suas duas formas fundamentais: o agape e o eros.

O amor de Deus: agape e eros

A palavra agape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida agape. De facto, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. No Antigo Testamento o Criador do universo mostra para com o povo que escolheu uma predilecção que transcende qualquer motivação humana. O profeta Oseias expressa esta paixão divina com imagens audazes, como a do amor de um homem por uma mulher adúltera (cf. 3, 1-3); Ezequiel, por seu lado, falando do relacionamento de Deus com o povo de Israel, não receia utilizar uma linguagem fervorosa e apaixonada (cf. 16, 1-22). Estes textos bíblicos indicam que o eros faz parte do próprio coração de Deus: o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7). Fechando-se em si mesmo, Adão afastou-se daquela fonte de vida que é o próprio Deus, e tornou-se o primeiro daqueles «que, pelo temor da morte, estavam toda a vida sujeitos à escravidão» (Hb 2, 15). Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora.

A Cruz revela a plenitude do amor de Deus

É no mistério da Cruz que se revela plenamente o poder incontível da misericórdia do Pai celeste. Para reconquistar o amor da sua criatura, Ele aceitou pagar um preço elevadíssimo: o sangue do seu Filho Unigénito. A morte, que para o primeiro Adão era sinal extremo de solidão e de incapacidade, transformou-se assim no acto supremo de amor e de liberdade do novo Adão. Pode-se então afirmar, com São Máximo, o Confessor, que Cristo «morreu, se assim se pode dizer, divinamente, porque morreu livremente» (Ambigua, 91, 1956). Na Cruz manifesta-se o eros de Deus por nós. Eros é de facto – como se expressa o Pseudo Dionísio – aquela «força que não permite que o amante permaneça em si mesmo, mas o estimula a unir-se ao amado» (De divinis nominibus, IV, 13: PG 3, 712). Qual «eros mais insensato» (N. Cabasilas, Vita in Cristo, 648) do que aquele que levou o Filho de Deus a unir-se a nós até ao ponto de sofrer como próprias as consequências dos nossos delitos?

«Aquele que trespassaram»

Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! É Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus, um amor em que eros e agape, longe de se contraporem, se iluminam reciprocamente. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós. O apóstolo Tomé reconheceu Jesus como «Senhor e Deus» quando colocou o dedo na ferida do seu lado. Não surpreende que, entre os santos, muitos tenham encontrado no Coração de Jesus a expressão mais comovedora deste mistério de amor. Poder-se-ia até dizer que a revelação do eros de Deus ao homem é, na realidade, a expressão suprema do seu agape. Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados. Jesus disse: «E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32). A resposta que o Senhor deseja ardentemente de nós é antes de tudo que acolhamos o seu amor e nos deixemos atrair por Ele. Mas aceitar o seu amor não é suficiente. É preciso corresponder a este amor e comprometer-se depois a transmiti-lo aos outros: Cristo «atrai-me para si» para se unir comigo, para que eu aprenda a amar os irmãos com o seu mesmo amor.

Sangue e água

«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram». Olhemos com confiança para o lado trespassado de Jesus, do qual brotam «sangue e água» (Jo 19, 34)! Os Padres da Igreja consideraram estes elementos como símbolos dos sacramentos do Baptismo e da Eucaristia. Com a água do Baptismo, graças à acção do Espírito Santo, abre-se para nós a intimidade do amor trinitário. No caminho quaresmal, recordando o nosso Baptismo, somos exortados a sair de nós próprios e a abrir-nos, num abandono confiante, ao abraço misericordioso do Pai (cf. São João Crisóstomo, Catechesi, 3, 14 ss.). O sangue, símbolo do amor do Bom Pastor, flui em nós especialmente no mistério eucarístico: «A Eucaristia atrai-nos para o acto oblativo de Jesus… somos envolvidos na dinâmica da sua doação» (Enc. Deus caritas est, 13). Vivamos então a Quaresma como um tempo «eucarístico», no qual, acolhendo o amor de Jesus, aprendemos a difundi-lo à nossa volta com todos os gestos e palavras. Contemplar «Aquele que trespassaram» estimular-nos-á desta forma a abrir o coração aos outros reconhecendo as feridas provocadas à dignidade do ser humano; impulsionar-nos-á, sobretudo, a combater qualquer forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa e a aliviar os dramas da solidão e do abandono de tantas pessoas. A Quaresma seja para cada cristão uma experiência renovada do amor de Deus que nos foi dado em Cristo, amor que todos os dias devemos, por nossa vez, «dar novamente» ao próximo, sobretudo a quem mais sofre e é necessitado. Só assim poderemos participar plenamente da alegria da Páscoa. Maria, a Mãe do Belo Amor, nos guie neste itinerário quaresmal, caminho de conversão autêntica ao amor de Cristo. Desejo a vós, queridos irmãos e irmãs, um caminho quaresmal proveitoso, enquanto com afecto envio a todos uma especial Bênção Apostólica.

Vaticano, 21 de Novembro de 2006.

BENEDICTUS PP. XVI

© Copyright 2006 – Libreria Editrice Vaticana

Nota Pastoral do Sr. Bispo D. Gilberto

Caros Diocesanos

1. “A Igreja afirmou, desde o primeiro século, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto directo, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral.” Assim diz o Catecismo da Igreja Católica, nº. 2271.

Esta doutrina obriga em consciência todos os católicos que, por isso, em todas as circunstâncias, hão-de defender o ser humano nas várias fases do seu crescimento, desde a hora da concepção até ao seu termo natural.


2. A vida humana é um processo de desenvolvimento complexo e belo. E a ciência mostra essa vida presente desde o início da concepção. Trata-se sempre de vida humana que, no seu percurso, às vezes é inteiramente dependente do apoio de terceiros; outras vezes menos, mas que é sempre cheia da grandeza e da beleza do Amor com que Deus a sonhou e revestiu.

O aborto não é apenas uma simples interrupção do curso da vida, à maneira dum trabalho que se interrompe e se retoma. O aborto destrói para sempre um ser humano diferente do ser da mãe e é desumano resolver o drama da mãe, ansiosa por se libertar do filho que está no seu seio, com o drama maior da destruição duma vida própria, inocente e indefesa.

3. Defender e promover a vida humana exige, por vezes, muito sacrifício das pessoas directamente implicadas e também da sociedade, mas é dar passes firmes para uma civilização mais avançada.

Em vez de oferecer a uma mulher, aflita com uma gravidez indesejada, o presente envenenado do aborto, encontrem-se formas de lhe dar o apoio de que carece para acolher na alegria o dom da vida que cresce dentro de si.

4. Os católicos, individualmente e em grupo, sejam os primeiros a ajudar a mulher tentada pelo aborto, a recusar esta falsa solução. Ajudem-na, e ao pai se for conhecido, a crer que alguém há-de receber o filho, se na altura do parto ainda for recusado.

Muitas iniciativas se realizaram para ajudar a mulher com medo da sua gravidez, sobretudo após o referendo de 1998. Espero que tais iniciativas ganhem novo fôlego, nomeadamente em ordem à educação para o exercício responsável da sexualidade e ao planeamento familiar responsável.

5. Se os católicos devem participar em qualquer acto eleitoral, também pelo exercício do voto, muito mais o devem fazer neste referendo, dada a importância do assunto em causa.

6. Caros Diocesanos: conheço o vosso belo coração e sei que ides rezar e fazer o que puderdes para que a vida humana encontre, desde o seu início, as melhores condições para ser sempre verdadeiramente acolhida, defendida, promovida e engrandecida, como Deus nosso Pai tanto deseja.

Saúdo a todos em Cristo e sobre todos invoco a bênção do Senhor.

24 de Janeiro de 2007

† Gilberto, Bispo de Setúbal

Anúncio do novo logotipo do SDPJ

Olá amigos!

Santo Ano 2007 para todos vós!!!!

Desde o dia 1 de Outubro, com a Peregrinação do SDPJ a Fátima, até ao dia 8 de Dezembro de 2006 recebemos 8 propostas para o novo logótipo do SDPJ de Setúbal. após este período o júri do concurso juntou-se para deliberar a sua decisão. Depois deste grande tempo festivo do Natal e como prometido quero hoje, dia 7 de Janeiro, comunicar-vos o trabalho vencedor do novo logótipo do SDPJ. E o logótipo escolhido é o da Maria Cristina Branco da Paróquia da Cova da Piedade. Junto envio o logótipo para todos verem. O novo site do SDPJ com o novo visual e o novo logótipo estará disponível em breve.

Entretanto quero pedir-vos uma coisa: informem-nos dos sites, blogs, e-mails dos vossos grupos de jovens, assim como, a ocorrência de algum actividade relevante para divulgarmos no site do SDPJ.

Aproveito também esta oportunidade para informar que dia 20 de Janeiro pelas 21h30 na Paróquia da Moita vai ocorrer uma grande vigília de oração a favor da vida. Apareçam e passem mensagem.

Em Cristo

Pe. Luis Ferreira

Logotipo SDPJ