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“Ser Família em Deus é saborear um Amor maior que a vida”

Ser Família em Deus é saborear todos os dias um Amor maior que a nossa própria vida.
Vivemos numa sociedade que nos aponta constantemente para um modelo de vida em que os meus caprichos individuais parecem sobrepor-se ao Amor ao próximo. Eis o grande desafio de uma família católica nos dias de hoje!
Somos um jovem casal que o Senhor nos concedeu a Graça de uma filha há 2 anos atrás e sentimos que a alegria das nossas vidas só é realmente completa porque Deus se faz presente no nosso dia.
Desde muito cedo que Deus faz parte das nossas vidas, em crianças, em adolescentes, em namorados e agora enquanto casal. O sacramento do matrimónio traz-nos, todos os dias, o desafio de sermos melhor em função da felicidade do outro, desprendendo-nos dos interesses pessoais em virtude do interesse comum.
A chegada da nossa filha às nossas vidas fez-nos perceber que educar uma criança numa família católica é muito mais do que transmitir bons valores (qualquer família não católica com bons princípios terá a mesma boa intenção). Confiar as nossas vidas a Deus, permite-nos serenar na medida em que compreendemos que a identidade de cada um não depende exclusivamente do que nós (pais) queremos para a nossa filha. Entregamos a vida da nossa filha nas mãos de Deus compreendendo que ela não é nossa propriedade e que o projecto que Deus tem para a sua vida não é melhor nem pior do que o que idealizámos, mas será certamente mais feliz.
A Fé, não nos torna irresponsáveis, dá-nos sim um estado de consciência que a intimidade da nossa vida em Deus, transmitirá à nossa filha um desejo exigente de santidade, um desejo diário a ser melhor que ela própria e não melhor que o outro. Percebemos que impondo as nossas vontades pessoais, sem a presença de Deus, corremos o risco de expor a nossa filha a projectos incompletos da nossa vida, que independentemente do sucesso ou insucesso que possam trazer, comprometerá a felicidade da sua vida. Pedimos ao Senhor a Graça de iluminar as nossas vidas, ajudando-nos a decidir à imagem da Sagrada Família de Nazaré.

Sofia, Nuno e Leonor

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Promessa e Tarefa – Semana de oração pelos Seminários 2017

Muitos dizem que os ‘ses’ são o deus dos ignorantes, mas, em certas ocasiões, vale a pena ‘usá-los’, não para alimentar fantasias, mas para sublinhar uma ideia forte. Considerando esta última situação, atrevo-me a usar um ‘se’ em jeito de pergunta exclamativa, nesta semana em que toda a Igreja de Portugal é convidada a rezar pelos nossos seminaristas: e se deixasse de haver padres?!

Não obstante todos os limites mais ou menos óbvios da nossa humanidade – ‘nossa’ referente a nós, padres – ouso afirmar que a existência humana seria mortalmente dramática sem padres. Grande parte das estruturas de apoio social não existiriam no nosso país. A vida familiar teria muito mais dificuldade para viver no perdão. Muitos doentes, órfãos, presos, desempregados e idosos viveriam muito mais desconsolados. O sepultamento dos mortos seria feito com menos esperança. O mundo do trabalho seria muito mais injusto. O acompanhamento e educação das crianças, adolescentes e jovens seria muito mais difuso e sombrio. A ciência mais limitada. O mundo das artes e do desporto menos verdadeiro. A certeza e eficácia da paz com o mundo, os outros, nós próprios e Deus seria enganadora. Sem padres deixaríamos de ter Eucaristia e a Reconciliação. Não nos poderíamos alimentar e viver de Jesus!

Sendo intelectualmente honestos, chegamos à conclusão de que não pode deixar de haver padres! De facto, esta é simultaneamente uma vontade do Senhor e uma Sua promessa: «Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração» (Jer 3,15).

Esta semana é para nos lembrarmos desta promessa de Deus. É certo que é uma promessa que nos descansa, mas ela torna-se tarefa para todos nós. Tarefa para entender que o Seminário é lugar vital para a nossa vida e a vida da diocese. Tarefa enquanto convite para tirar tempo para agradecer os 25 anos de existência do nosso Seminário diocesano e pelos mais de trinta padres que formou. Tarefa para que ao longo desta semana nos dediquemos ainda mais à oração pelos nossos seminaristas, pedindo que se configurem mais e mais ao coração do Bom Pastor. Tarefa para cada família desejar com fervor que do seu seio nasçam filhos com o desejo de servir Jesus como padres. Também tarefa para cada rapaz fazer, com a audácia e sinceridade da fé, como o D. Manuel Martins dizia: «Entra em ti. Procura descortinar se Jesus te chama e se Jesus te pisca o olho, não hesites. Serás o jovem mais feliz do mundo, até porque deixaste de ser tu, para seres Ele. Conheces a conversa de um padre feliz com Jesus: “Senhor, quem és Tu?” – “Eu…sou tu”. Que maravilhoso é o nosso Deus!»

Pe. Rui Gouveia, reitor do Seminário de Almada

Mensagem do Diretor – Um tempo que nos é dado

Padre João Dias, Director da Pastoral da Juventude de Setúbal

Padre João Dias, Director da Pastoral da Juventude de Setúbal

Caríssimos Jovens,

Apesar de o ano pastoral já estar em curso, não queria deixar de vos saudar e encorajar para os desafios e compromissos que cada um dos vossos grupos ou movimentos juvenis se propõe concretizar. Em todos eles, é Jesus quem guia.

Talvez os mais atentos já se tenham perguntado: “Onde está o calendário da Pastoral da Juventude para este ano?”. Gostaria de vos dizer que, apesar de uma aparente apatia, a Pastoral da Juventude de Setúbal não se encontra inativa, mas sim em tempo de reflexão e consolidação.

Primeiro, porque existiram mudanças na equipa que compõe este secretariado diocesano, com algumas saídas e outras entradas. E aqui, não posso deixar de expressar um sentimento de gratidão pelo serviço e pela amizade daqueles que partiram para novos desafios, assim como pelo “sim” dado pelos novos elementos, com quem contamos para um novo dinamismo e um novo olhar, perseguindo a mesma missão a que fomos chamados: “Dar a conhecer Jesus Cristo aos jovens”.

Depois, dizer que a abordagem do secretariado pretende, este ano, ser diferente dos anteriores, fruto dos novos desafios que foram recentemente lançados e que serão as linhas orientadoras para os próximos anos pastorais.

O Sínodo dos Bispos sobre a Juventude que se irá realizar em outubro de 2018 será (esperamos!) um grande momento. Este é um tempo em que a Igreja dá uma especial atenção à realidade dos jovens dentro da própria Igreja, mas também no mundo. E é necessário que nós, jovens, enquanto Igreja Diocesana, nos deixemos envolver nesta lógica sinodal. Somos convidados a estar em comunhão, para que possamos depois recolher frutos deste tempo que nos é dado.

Mas, até ao tempo da recolha dos desejados frutos (e para que eles existam!) são necessários outros cuidados e trabalhos prévios. A nossa diocese já iniciou esta preparação aquando da mobilização e auscultação dos responsáveis de todos os grupos e movimentos diocesanos para resposta ao questionário do Documento Preparatório do Sínodo da Juventude, pelo que será agora necessário refletirmos essas mesmas respostas.

Este trabalho leva-nos a outro desafio para este ano pastoral, que se prende com a estrutura e organização da Pastoral da Juventude na nossa diocese. Esta é uma preocupação já manifestada pelo nosso Bispo, D. José Ornelas, com quem procuraremos fazer este caminho, para que possa a nossa Pastoral da Juventude ser uma verdadeira manifestação da voz de todos e de cada um dos jovens.

Contamos contigo para os novos desafios que nos são colocados, pois só nesta união como Igreja, na senda dos passos de Jesus, podemos ser sinal da Vida Nova que brota da vivência do Evangelho.

Fica atento às novidades que teremos em breve!

O Diretor da Pastoral da Juventude de Setúbal,

Pe. João Nabais Dias