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Mensagem do D.Gilberto, Bispo de Setúbal na Quaresma de 2014

Jesus fez-se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza

D Gilberto, Bispo de Setúbal

D Gilberto, Bispo de Setúbal

 

Caros diocesanos,

Anuncio-vos que a Igreja vai iniciar na quarta-feira de cinzas, dia 5, a caminhada quaresmal para o encontro festivo com Jesus Ressuscitado na Sua Páscoa. Quem de nós não precisa de encontrar Cristo Glorioso e de fazer a experiência de viver a vida a partir do encontro re+criador com o Senhor que venceu a morte e nos capacita para vencer o pecado, o vazio interior e a solidão?

Venho convidar-vos a percorrer com verdade e com alegria este caminho para Cristo que é a exercitação quaresmal, na comunhão e no espírito da Igreja.

Para isso indico-vos algumas pistas.

Lede a mensagem do Santo Padre para esta Quaresma. Assimilai-a, deixai-vos interpelar por ela e divulgai-a. Tem um titulo sugestivo (Jesus) fez-se pobre para nos enriquecer com a sua pobreza”. E o comentário, ao jeito do Papa Francisco a este versículo da Bíblia, é muito belo.

A partir desta mensagem, aceitai comigo o desafio de com Jesus nos fazermos pobres para enriquecer os outros com a nossa pobreza como Ele fez.

Para nos ‘para nos fazermos pobres e enriquecermos os outros com nossa pobreza’ realizai – e ajudai as nossas crianças e os nossos doentes a realizar – os três grandes exercícios de santidade que a Igreja oferece: a oração, o jejum e a esmola. São exercícios inseparáveis entre si. Não se realiza bem um deles, menosprezando os outros. Na verdade, não reza bem aquele que reza muito mas que não é conduzido pela oração ao jejum do seu ‘eu egoísta’ para escutar o que Deus lhe pede. Também não reza bem aquele que não se esforça por partilhar de verdade os seus bens – e o bem principal é a vida – para que os outros sejam felizes… Também não conseguirá jejuar do ‘ egoísmo’ nem dar os seus bens e a vida pelos pobres, para os integrar plenamente na comunidade o fiel que não se coloca, diante de Deus, no silêncio orante.

Vencei a tentação de dizer ‘eu não preciso de conversão’. Evitai a tentação daquele que, embora dizendo ‘sou muito pecador’, não reconhece em concreto este e aquele pecado nem se esforça com sinceridade por mudar de vida nem emprega os meios recomendados pela Igreja para isso, nomeadamente a confissão. Não digais ‘não tenho tempo’. Fazê-lo, seria de algum modo afirmar que na vossa escala de valores Jesus não está em primeiro lugar.

Não passeis pela Quaresma como quem dorme. Fazei tudo para que a Quaresma passe por vós, entre na vossa vida e vos una a Jesus, fonte da alegria que dá encanto à vida. Ninguém se torna esbelto se fica a olhar os que fazem ginástica sem fazer, ele mesmo, os exercícios. Ninguém se torna parecido com Cristo ‘pobre para nos enriquecer’ se não realiza os exercícios da oração, do jejum e da esmola com a profundidade que eles têm e aceitando o esforço que os acompanha.

Quem está desperto ponha-se a caminho e não avance sem despertar os outros para a nova oportunidade de nos tornarmos discípulos de Jesus com um coração sábio, recto e perfeito como o d’Ele e para a nova oportunidade de fazer a experiência de Jesus Ressuscitado. Lembra i-vos de que com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria’ para nós, para a igreja e para a sociedade.

Rezai por mim, rezai uns pelos outros, rezo por vós e a sobre todos imploro a bênção de Deus, nosso Pai.

Setúbal, 25 de Fevereiro 2014

+ Gilberto, Bispo de Setúbal

 

P.  S.  O  Contributo  Penitencial  de  2013  permitiu  os  seguintes  apoios,  como  tinha  sido comunicado:  Fundo  de  emergência  Diocesano  20.040,00;  Centro  para  Idosos  em  S.  Tomé  e Príncipe: 4.294,00; Refugiados católicos na Síria: 4.294,00. Deus abençoe a nossa generosidade.

O Contributo Penitencial deste ano é para apoiar a vítimas do tufão acontecido, há meses, nas Filipinas e um terço é para ajudar a construir a igreja do Faralhão, em Setúbal. É um meio de nos ‘fazermos pobres para enriquecer os outros com nossa pobreza’. Coragem.

Parabéns, D. Gilberto

D. Gilberto dos Reis, Bispo de Setúbal

D. Gilberto dos Reis, Bispo de Setúbal

Homilia na Missa das Bodas de Prata episcopais – 12 fevereiro 2014

Caros irmãos e amigos,
Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, como referia o evangelho é o Pastor anunciado por
Ezequiel. Por Ele e no Espírito Santo o próprio Deus quer revestir o homem do seu amor e conduzir a humanidade à plenitude da vida e da paz.
Ressuscitado e vencedor do pecado e da morte, Jesus, Bom Pastor, preside, Ele mesmo, a esta assembleia. Aclamámo-Lo com fé, esperança e caridade cantando ‘ O Senhor é meu pastor nada me faltará’. E Ele, com olhar penetrante e amigo, diz a todos e a cada um de nós, talvez longe d’Ele ou cansado de O seguir e de lutar por um mundo melhor: ‘não temais, Eu venci o mundo’.

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Mensagem do D.Gilberto, Bispo de Setúbal aos Jovens (Novembro 2013)

D. Gilberto Reis, Bispo da diocese de Setúbal

D. Gilberto Reis, Bispo da diocese de Setúbal

Caros jovens,

Ainda está na nossa memória o Encontro Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em que os jovens católicos de todo o mundo nos deram um belo testemunho de amor a Jesus -  o Crucificado Ressuscitado – e de amor ao Papa que preside à caridade de todas as Igrejas .

Vós, caros jovens de Setúbal, acompanhastes com entusiasmo e verdade o Encontro de vários modos e especialmente na noite de vigília na Costa da Caparica em que também participei.  Assim também vivestes, de modo sensível, a graça do encontro do Rio e ouvistes o apelo a anunciar a Boa Nova de Jesus, salvador do homem todo e de todos os homens e mulheres.

Jesus olha-vos com estima e com esperança, chama a cada um de vós pelo nome, sabe dos vossos sonhos, receios e lutas interiores e diz a cada um de vós: vinde a Mim, vinde ver e  depois podereis escolher, se quereis caminhar comigo ou não .

Vinde a Jesus, também eu vos digo, caros jovens. Vinde passar um ano – este ano -  com Jesus. Gostais de experiências, vereis que vale a pena estar com Jesus, mas estar mesmo a sério, isto é, entrando no coração dEle com verdade e com profundidade: a profundidade do amor divino que se revela no estilo de vida proclamado nas bem-aventuranças. Estou certo de que ides gostar de descobrir e contemplar o rosto brilhante de glória e cativante de Jesus: o Seu estilo único de estimar e cuidar as pessoas, a Sua intimidade com o Pai Celeste, a esperança e a serenidade interior e a coragem que transmite aos seu amigos.

Vinde e vede.

Estou certo de que ficareis mais fortes na fé e mais capazes da grande decisão de seguir o Senhor Jesus na missão de retirar da miséria uma multidão sem fim de pobres de pão, de trabalho, de saúde, de esperança, de alegria … de amizade. Vinde e convidai mais alguém.

Antes de vós, muitos jovens, cheios de grandes sonhos, ‘passaram um dia com Jesus’ e ficaram de tal modo felizes que decidiram segui-LO e o seu nome está vivo no coração  da Igreja e do mundo. Lembro o jovem Francisco de Assis, o jovem Francisco Xavier, o jovem Voytila prestes a ser canonizado como João Paulo II, o jovem Frederico Ozanam e um número interminável de jovens! E vós, porque não? E, de forma ainda mais directa, e tu amigo, porque não?

Caros jovens, tendes sede do infinito e Jesus é o Amor eterno que mata todas as sedes.

Porque esperais? Se ficais à espera, ficareis mais longe da Vida e permitireis que outros também fiquem mais longe da Vida.

Vinde à Igreja onde Cristo vos espera para ir pelo mundo de forma radical e eu sei que também gostais de ser radicais e de ser diferentes.

Vinde à Igreja onde Cristo vos espera para saciar a vossa sede de felicidade profunda e duradoura. Vinde, pois há outras pessoas em sofrimento e que precisam de vós: da vossa juventude, da vossa alegria, do vosso entusiasmo e da vossa generosidade para encontrarem a Vida.

Vinde, a Igreja precisa de vós e vós precisais da Igreja.

Confio em vós e vou fazer-vos  um pedido. Posso ? Rezai por mim e comigo para que mais jovens abram o seu coração a Cristo. Contai com a minha oração e a minha bênção.

17/11/2013

+Gilberto,Bispo de Setúbal

Nota Pastoral do Sr. Bispo D. Gilberto

Caros Diocesanos

1. “A Igreja afirmou, desde o primeiro século, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto directo, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral.” Assim diz o Catecismo da Igreja Católica, nº. 2271.

Esta doutrina obriga em consciência todos os católicos que, por isso, em todas as circunstâncias, hão-de defender o ser humano nas várias fases do seu crescimento, desde a hora da concepção até ao seu termo natural.

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