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Mensagem do Diretor – JMJ Cracóvia 2016

Caros irmãos em Cristo, de modo particular aos peregrinos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) em Cracóvia,

Depois de 12 dias, na passada quarta-feira, dia 03 de agosto, regressou por fim o último grupo participante na proposta diocesana de peregrinação às JMJ, precisamente no dia em que há 3 anos era anunciada publicamente a minha nomeação como diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude de Setúbal. Citando outros, não são coincidências, são “Deuscidências”. E ao longo deste tempo a equipa foi mudando, entrando uns, saindo outros… e por todos eles agradeço ao Senhor pelo “sim” à missão a que os chamou e que sempre serviram com entrega, dedicação e muito Amor.

Tendo ainda passado pouco tempo do nosso regresso, quando me perguntam “como correram as jornadas?”, não consigo responder, temendo ser redutor daquilo que foi vivido durante estes dias.

Ao coração e à mente vem-me o sentido de um caminho que foi feito com uma panóplia de sentimentos. Passámos por momentos de cansaço, com chuva, com adversidades, mas tudo isto com o coração em busca do Senhor que caminha ao nosso lado e que nos leva a encontrá-lO e vivê-lO, precisamente nestes momentos de maior dificuldade… sempre com a intercessão dos Santos que nos foram acompanhando ao longo da peregrinação (São João Paulo II, Santa Faustina, São Maximiliano Kolbe…).

Dou Graças a Deus por aqueles com quem fizemos caminho (o grupo de Azeitão, de Corroios, da Ordem Terceira, da Quinta do Anjo, do Seminário e do Pré-Seminário, do Seixal e dos individuais que formaram o grupo das “individualidades”), assim como dos seus responsáveis que em muito colaboraram para que este caminho fosse, verdadeiramente, estrada para o Senhor.

Dou Graças a Deus pelos Sacerdotes (Pe. Carlos Silva, Pe. Casimiro Henriques, Pe. Rui Gouveia e Pe. Tiago Pinto) que tiraram do seu tempo para acompanhar os respetivos grupos, mas sobretudo pela disponibilidade na assistência espiritual que foram dando ao longo da peregrinação, assim como o testemunho que deram no modo de ser e estar junto dos jovens que abraçaram o desafio de participarem nas JMJ.

Quero também dar graças a Nosso Senhor pela equipa fantástica que me concedeu, e pelos colaboradores que se juntaram à equipa para contribuírem com os seus dons e talentos na preparação e no decorrer das JMJ. Muito vos foi pedido e muito vocês deram para que levássemos aos jovens que nos foram confiados, o Amor e a Misericórdia do Senhor. A todos: obrigado pela vossa entrega, pelo vosso testemunho de servir o Senhor na alegria, de serem trabalhadores da Sua Messe, ao entregarem-se sem medida, a semear sem esperar que sejamos nós a recolher fruto.

Por fim, mas não menos importante, uma palavra de agradecimento aos que rezaram pelos bons frutos desta peregrinação, um elemento fundamental para que o Espírito do Senhor nos fosse assistindo em cada momento, em cada vivência, em cada partilha e que se fez sentir ao longo destes dias.

Caríssimos!

O Papa Francisco recordou-nos que “Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens: a seus olhos, não vale mesmo nada a roupa que vestes ou o telemóvel que usas; não Lhe importa se andas na moda ou não, importas-Lhe tu. A seus olhos, tu vales; e o teu valor é inestimável”.

Disse-nos ainda que as JMJ não terminavam naquele dia em celebrámos a Eucaristia de envio no “Campus Misericodiae” mas que estavam agora a começar: “pois é na casa de cada jovem que Jesus quer habitar todos os dias”.

Façamos parte da “ponte fraterna” a que o Papa Francisco nos chama, a romper com a juventude de “sofá” e “aposentada”, longe do Deus e do próximo, para que sejamos sinal da presença viva do Amor e da Misericórdia de Deus, para que não decidam o futuro por nós, mas para que sejamos vigilantes e livres na construção de um futuro de dizer “Sim” à vontade de Deus para cada um de nós. Só assim se realizarão e saciarão as “aspirações” e os anseios que trazemos nos nossos corações.

Não deixemos passar em vão os apelos do Santo Padre. Desafio-vos que ao longo destes dias possam recordar o que o Papa Francisco nos foi falando, para melhor assimilarmos e para que fique bem gravado em nós o que é ser cristão hoje: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/travels/2016/outside/documents/papa-francesco-polonia-2016.html.

Que o Senhor vos abençoe. Boa continuação das Jornadas.

O diretor,

Padre João Nabais Dias

Vídeo: Passagem do Papa Francisco junto aos jovens, antes da Missa de Envio no Campus Misericordiae, na Jornada Mundial da Juventude de 2016, em Cracóvia. Vídeo gravado pelo diretor da Pastoral da Juventude de Setúbal, pe. João Nabais Dias.

Mensagem do Diretor, Pe. João Nabais Dias

Diácono João Dias, Director da Pastoral da Juventude de Setúbal

Diácono João Dias, Director da Pastoral da Juventude de Setúbal

Depois das Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro, muitos são os ecos que permanecem deixados pelo Papa Francisco aos jovens.

«Ide, sem medo, para servir» é o lema escolhido pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Setúbal e que será orientador da nossa ação pastoral. O Santo Padre diz-nos: «seguindo este lema, vocês experimentarão que quem evangeliza é evangelizado, quem transmite a alegria da fé, recebe mais alegria».

Ide: Recorda-nos que somos enviados, como que um mandamento de amor, do amor de Deus que nos enviou o seu próprio Filho, do amor de Cristo que aceitou ser enviado para que, por Ele, nos tornássemos filhos de Deus. Foram pessoas concretas que nos convidaram a assumir esta missão mas é Deus quem nos convida e nos envia.

Sem medo: Neste caminho, teremos que ter consciência que a missão não é nossa, que o sucesso não depende das nossas capacidades, mas que somos sustentados por Aquele que nos envia. Somos chamados a pôr os nossos talentos a render e a entregarmo-nos, sempre com a certeza de que quando trabalhamos por Deus, com Deus e em Deus, Ele se encarrega de nos dar o necessário para a nossa jornada.

A Sagrada Escritura está cheia desses testemunhos, desde Moisés a Jeremias, em que Deus os liberta das suas limitações providenciando o necessário para a missão que lhes confiou. O mesmo se passa quando Jesus confia a Pedro o governo e orientação das suas ovelhas na tríplice interrogação: «Pedro tu amas-me?».

Para servir: Esta é a postura com que queremos encarar esta missão. A postura de quem não pretende alcançar nenhum beneficio próprio mas procura apenas «dar-se sem medida, sem procurar outra coisa que não seja fazer a vontade Santa do Senhor«.

Tenho consciência que não será uma tarefa fácil mas também creio que o Senhor nos dará o que necessitamos para a missão que nos confiou: o de sermos servos na Sua vinha.

Por tudo isto, desejo que o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Setúbal seja um secretariado estruturado, próximo dos jovens, que proporcione momentos de união que levem os jovens a um caminho de encontro com Cristo e com a Igreja no mundo.

Desejo um secretariado de evangelização e conversão pois caber-lhe-á impulsionar a Pastoral da Juventude da nossa diocese procurando ter em atenção as preocupações e dificuldades dos grupos e movimentos, a formação dos animadores e responsáveis de grupos, tendo como principais objetivos o anúncio e a formação.

Deverá também proporcionar uma caminhada que leve os jovens cristãos a uma fé adulta e esclarecida, procurando que sejam, não as nossas comunidades do amanhã, mas desde já comunidade ativa e participativa, contribuindo com a alegria e o sentido de aventura próprios do jovem que procura viver Cristo na sua vida.

Havemos de ter, assim, a preocupação de atrair os jovens, procurando consciencializá-los e responsabilizá-los, animando a fé àqueles a quem a fé se desvaneceu e interpelando aqueles que ainda não a encontraram.

Pe. João Nabais Dias