China pela primeira vez nas JMJ

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Foi a primeira vez na história das Jornadas Mundiais da Juventude que tal aconteceu: inconfundíveis, as bandeiras chinesas surgiram entre os milhares de jovens na missa de abertura, que decorreu no Porto de Bangaroo, em Sidney.No total terão vindo uns 50 jovens da República Popular da China, todos com visto de turista, como explicou à RR o padre que os acompanha: “É a primeira vez que participamos na Jornada Mundial da Juventude. É uma benção de Deus receber esta graça do Papa. Há 20 anos era impossível, mas agora é possível sair. Viemos sem dizer que era para a Jornada Mundial da Juventude, viemos com o visto de turista e podemos participar.”

Num dos grupos, com 17 jovens de várias províncias que pouco ou nada sabem de inglês, a primeira a aceitar falar foi uma jovem freira que pediu anonimato. “É uma experiência maravilhosa. É a primeira vez que todos nós participamos nesta grande acontecimento. Estamos muito felizes por fazer aqui a experiência da mesma fé, que é a fé da Igreja Católica, na China e em todo o mundo”, diz entusiasmada, acrescentando que, no regresso à China, espera que todos possam “construir juntos boas relações na Igreja”.

Também o sacerdote que os acompanha espera e reza por melhores tempos para os católicos na China. “Há sectores da nossa Igreja que sofreram muito… Rezamos por eles e tentamos ajudá-los, para permitir que o nosso governo nos entenda e assim se afastem as divergências”, disse em entrevista à RR este padre que sempre desejou ver o Papa pessoalmente e dizer-lhe: “Rezamos sempre por si, mas também lhe pedimos para rezar sempre pela Igreja chinesa e pela sua unidade.”

Quanto à carta que, há um ano, o Papa escreveu aos católicos da China, este sacerdote considera que “foi muito boa” porque “revelou uma boa atitude da Igreja para com o governo, uma atitude de diálogo”. E acrescenta: “Por isso muitos católicos chineses sentiram-se reconfortados”.

Aura Miguel, em Sidney