Um pensamento… em dia de São José

Hoje é dia de São José, esposo da Virgem Santa Maria. Não é O Pai de Jesus, mas é o pai de Jesus. E por isso, hoje, muito além daquilo que são as jogadas comerciais para o ‘dia do pai’, é um dia para, no meio da correria do meu tempo, me lembrar e rezar, de forma especial, pelo meu pai.

Não há um único dia em que não o tenha presente e lhe vá pedindo ajuda, mas nestes dias específicos em que se faz memória, custa-me um pouco mais. Tenho muitas saudades dele… tantas… que quando me detenho a pensar mais um bocadinho, aperta-se-me o coração e quase parece faltar-me o ar… Trago comigo a paz e a serenidade porque confio que Nosso Senhor o recebeu, mas a saudade parte-me em pedacinhos.

Sinto falta do sorriso dele…
Sinto falta da sua boa disposição…
Da paciência com que nos aturava lá em casa…
Da falta de vontade para ir às compras…
Do seu olhar consolador que tantas vezes atravessava o meu, mesmo sem dizer uma única palavra…
Da força com que lutava…
Da alegria com que vivia…
Da forma como nunca se resignou perante a doença…
Do descanso que dava à minha mãe…
Do amor com que nos mimava a todos, mesmo que timidamente…
Do chegar tarde do trabalho…
Do futebol…
Enfim… Sinto falta de tudo…
Do que era bom e menos bom…
E já lá vão quase 10 anos…

Sempre fui uma pessoa difícil nas relações com os outros e na docilidade de coração e nunca fui, com o meu pai, aquilo que devia ter sido. Vou tentando ser melhor com aqueles que me restam, apesar de nem sempre conseguir e as minhas fragilidades virem à tona.

Não sei se têm possibilidade de dar um abraço e um beijo ao vosso pai… mas, os que tiverem, façam-no. Hoje… e todos os dias!

Aos que já vivem o dom da paternidade: Que sejam como José, que no silêncio, acolhe e contempla… que na alegria, educa e protege.

Aos que são pais ‘espirituais’: Que sejam como José, que tem um amor tão grande ao Senhor e é capaz de tudo… com uma vida interior tal que se traduz em todas as suas acções.

Um abraço.