Questionário «Faz-te ouvir» quer conhecer os jovens e a sua relação com «os outros, o mundo, a fé, a religião e a Igreja»

A Pastoral da Juventude de Setúbal tem a decorrer o desafio/convite «Faz-te ouvir»: Uma proposta de encontro para reflexão, partilha e oração sobre os temas do Sínodo dos Bispos de 2018.

A jovem Ana Lúcia Agostinho é psicóloga, faz parte da equipa, e fala-nos do questionário diocesano que está online.

- Como é que foi elaborado o questionário? O que se pretende saber dos jovens da Diocese de Setúbal?

Ana Lúcia AgostinhoAna Lúcia Agostinho: O Questionário aos Jovens foi construído visando caracterizar os jovens do distrito de Setúbal entre os 14 e os 35 anos (crentes e não crentes), compreender a forma como se percecionam a si próprios, aos outros, ao mundo, a fé, a religião e a Igreja.

Pretende-se ainda conhecer o modo como os jovens, inseridos em ambientes eclesiais, percecionam questões relacionadas com a sua participação paroquial, com o acompanhamento para o discernimento espiritual e vocacional e com as atividades desenvolvidas pela Pastoral da Juventude de Setúbal.

À luz destes objetivos, o questionário diocesano foi construído com base no questionário online elaborado pelo Secretariado Geral do Sínodo dos Bispos, bem como nas conclusões das sessões de auscultação aos responsáveis da juventude diocesana.

- É composto por quantas partes e como é que expressam as múltiplas vivências e realidades dos participantes?

Ana Lúcia Agostinho: O questionário é constituído por dez secções, organizadas em três partes.

A primeira parte, composta por sete secções, diz respeito aos três primeiros objetivos e é respondida por todos os jovens participantes, independentemente da sua fé ou religião.

A segunda parte, formada por duas secções relacionadas com os últimos dois objetivos, dirige-se apenas aos jovens que afirmam pertencer à Igreja.

A última parte corresponde a uma questão aberta onde (novamente) todos os jovens têm a oportunidade de expressar livremente o que pensam, sentem e o que gostariam de propor à Igreja.

- O questionário abrange uma faixa etária grande – 14 aos 35 anos.
Como é que vai ser tratada a informação e por quem? 

Ana Lúcia Agostinho: Em primeiro lugar, importa clarificar o critério da escolha da amplitude de idades. Nos últimos anos, sempre que a Pastoral da Juventude propõe atividades para “jovens”, sem especificar idades, surgem participantes desta faixa etária.

No documento preparatório, é referido que “o termo «jovens» indica as pessoas de aproximadamente 16-29 anos de idade, com a consciência de que também este elemento deve ser adaptado às circunstâncias locais. De qualquer maneira, é bom recordar que a juventude, mais do que identificar uma categoria de pessoas, é uma fase da vida que cada geração volta a interpretar de modo singular e irrepetível.”

Considerando esta indicação e o motivo supramencionado, pareceu-nos importante alargar a faixa etária proposta no documento preparatório de forma a abranger o universo de pessoas que se identificam e encontram nas atividades da Pastoral da Juventude uma proposta adequada às suas motivações e necessidades.

É claro que numa tão vasta amplitude de idades, estão abrangidas etapas de desenvolvimento muito distintas. Entre os 14 e os 35 anos, as realidades de vida, o modo de perceber a própria vida e o mundo são de facto díspares. No entanto, como foi referido nos objetivos deste estudo, o que se pretende justamente é compreender estas diferenças na perceção que os indivíduos têm sobre os temas mencionados em diferentes etapas de vida.

Tendo isto em consideração, a análise estatística dos resultados (supervisionada por uma Professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa) irá testar a hipótese de existirem diferenças significativas nas respostas de indivíduos de diferentes idades, sexos, religiões, entre outros.

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