Testemunho JMJ 2016 – Seixal

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Acreditámos desde o primeiro momento que eramos chamados a responder ao pedido do próprio Jesus, que nos convidava por meio do querido papa Francisco a participar nas Jornadas Mundiais da Juventude, este ano em Cracóvia. Aqueles de nós que já tinham tido oportunidade de ir a outra JMJ, sabiam a importância de contagiar nos restantes a vontade e a decisão de participar. E foram muitos «sins». Do Seixal, quase 30, incluindo o nosso paróco! E de muitos grupos diferentes: grupo de jovens Caminho de Vida, grupo de jovens Harami, grupo de jovens ABBA, elementos da IIIª e IVª secção do nosso agrupamento de escuteiros 253, e ainda jovens cujo caminho, presença e serviço vai sendo desempenhado de outras formas na vida da comunidade paroquial. Tantos «sins» constituem um número exigente, na preparação material e espiritual a caminho do encontro com dois milhões de outros jovens católicos. Levámos connosco os restantes jovens, famílias, doentes, e todos os paroquianos, que se confiaram à nossa oração.

Pisar o solo da Polónia ao longo daqueles dez dias foi uma experiência humana intensa, um caminho de fé desafiante, um encontro demorado e frutífero com o Amor de Deus. Nos dias que antecederam as Jornadas, fomos conhecendo e visitando a história do povo polaco, que tanto sofreu ao longo dos séculos, perseguido e martirizado – mas que sempre encontrou na Misericórdia (o tema destas Jornadas, tão apropriado!) uma forma de seguir em frente, confiando em Jesus; e em Nossa Senhora, Mãe de Misericórdia, que no santuário de Czestochowa nos embalou como filhos.

Chegados a Cracóvia, encontrámo-nos enfim com a Igreja Viva, a Igreja Jovem; e somos tantos! Cada um no seu país, cada um na sua cidade, na sua paróquia – em cada lugar onde pertencemos, experimentamos este Amor, esta fé que nos une. Uma experiência de Alegria e de festa, em que dançámos com pessoas de todas as culturas, cantando a plenos pulmões, cada um na sua língua e por vezes todos juntos. Uma experiência de Fé e de Esperança, em que nos momentos de celebração eucarística, ou na via sacra, ou na vigília de oração, impera o silêncio no meio da multidão. Em que outro lugar, em que outra festa, podemos encontrar um silêncio tão profundo e tão fértil?

As Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia foram uma oportunidade muito bela de encontro com Jesus Cristo; por meio da oração pessoal, dos momentos de oração comunitária, na Eucaristia diária, no encontro com tantos jovens que também partilham a mesma fé! Também foram belos os momentos de partilha com aqueles que nos foram mais próximos, o grupo da nossa paróquia e da nossa diocese. Regressámos cheios das bênçãos de Deus, e com uma grande vontade de sermos rosto de Jesus nas nossas casas, na nossa paróquia, na escola, na universidade, no trabalho! Nas periferias, onde haja necessidade! O papa Francisco assim nos pedia: que saltássemos do sofá, calçássemos as botas, e saíssemos de casa ao encontro dos irmãos!

O Amor de Deus não ficou para trás, em Cracóvia; trouxemo-Lo connosco. Resta-nos agradecer-Lhe a Sua bondade infinita; também agradecemos à Pastoral da Juventude, que nos conduziu durante aqueles dias, e a todos quantos nos acolheram, aos que rezaram por nós, aos que permitiram que pudéssemos estar unidos de forma tão particular à Igreja durante aqueles dias. Obrigado, em polaco: «Dziekuje!». Estamos ansiosos por partilhar esta certeza, esta fé que nos exige uma resposta; ansiosos por ver nascer os frutos deste milagre que foi podermos mergulhar na misericórdia do Senhor; ansiosos por, sem medo, Lhe abrirmos as portas do nosso coração e, com Jesus, amarmos como Ele ama. Glória a Deus!